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Of Goblins, Magic Eggs, Pirates, the Mystic Rose, and the Hairy Ball

Cover: dezember und juli gmbh, Wernetshausen, Switzerland

Concept, editing: Selina Lau, Milena Thraen

Photos: Teams at SIS schools

Illustrations: Students at SIS schools

ISBN: 978-3-7439-4441-1 (Hardcover)
  978-3-7439-4442-8 (e-Book)

Circulation: 450

© September 2017

SIS Swiss International School is a group of private day schools offering bilingual education from kindergarten through to college. SIS is a joint venture of Kalaidos Swiss Education Group and Klett Group Germany.

Of Goblins, Magic Eggs, Pirates, the Mystic Rose, and the Hairy Ball

A Multilingual Voyage in Five Stories

Table of Contents

Fantasia invisível

Naufragés !

Die Blätter der Rose

The Curse

The Ring of Catabar – A Choose Your Own Ending Story

Writing Process Photos

About the Autors

Editorial

Dear readers,

The publishing of this book has been eagerly awaited and we are now proud to present it as a wonderful artefact of the SIS Interschool Activity 2017.

The students in our 16 locations work on a special task every year in order to enliven and strengthen the network of the SIS Swiss International Schools Group. This year’s task was a story sharing project in which groups of students of all schools were invited to jointly work together and use their creativity and fine sense for language for creating and continuing stories. Like this, five stories in four different languages (Portuguese, French, German and English) emerged. Each narrative contains four chapters, contributed by four different groups of various class levels of SIS students worldwide.

The story sharing project started in January 2017, when students of SIS Basel, SIS Ingolstadt, SIS Zürich-Wollishofen, and SIS Rotkreuz-Zug were simultaneously given the blank page and challenged to set the scene for each of the stories. After the first chapter of each story had been written, it was passed on to another SIS school where a group of students picked up the storyline and continued the adventures of the characters that had been introduced in the first chapter. Every group had one month to complete one chapter. Not an easy task and writing and continuing the story got even more challenging when the last groups of students from ESB Rio de Janeiro, SIS Berlin, SIS Schönenwerd, SIS Männedorf-Zürich and SIS Friedrichshafen received the three finished chapters of each story and needed to find a development of resolution and a conclusion for each story. The storytellers did a marvellous job and the reader will be surprised by the creativity, fast paced events and sometimes twists in the stories. The book title contains five catchwords that refer to each story and indicate the imagination that the students displayed in the stories.

It is not only the stories themselves that deserve a closer look, the book also lives of the storytellers’ handmade illustrations. Detailed landscapes and colourful drawings of animals, heroes and fortresses make the stories even more vivid. The book is completed by photos of the students participating in this challenging process: students are captured while writing their stories manually or on laptops, drawing their illustrations and while sharing and discussing ideas for the storyline. In the last part of the book, the groups who took part in the story sharing project introduce themselves shortly to the reader.

A big thank you to all the storytellers for their creativity and engagement in the project and to the teachers who have guided the students in this writing process and collected stories, illustrations and photos to make this book happen.

We wish the students, teachers and parents a pleasant read!

Best regards,

Ambros Hollenstein

Group Chief Executive Officer

The Stories at a Glance

Fantasia invisível

A viagem

Conforme a gramática de Portugal

Numa rua do Rio em Brasil vivia um menino chamado Tomás. Este menino vivia com os seus pais e uma irmã numa casa não muito diferente da vossa. O Tomás era alegre e falador com os seus pais e irmã, com os seus amigos e professores. Mas quando a Sara, uma menina da sua escola, estava por perto ele não conseguia falar. Ele gostava muito dela, mas infelizmente, ela achava-o tímido!

A Sara era uma menina do mesmo ano escolar que o Tomás, era bem-comportada e apresentava sempre boas notas. Ela gostava de ir passear ao parque e ouvir os pássaros a cantar quando tinha tempo. A Sara tinha duas irmãs de idades próximas, mas nem sempre se davam muito bem.

Hoje é segunda-feira, e na segunda-feira da terceira semana do mês, é sempre dia de excursão. Na excursão de hoje, os professores vão levar os alunos numa viagem que iria durar toda a semana para conhecerem uma parte da floresta da Amazónia que se destaca das outras por ser a mais bela e com animais mais fascinantes de todas as outras partes da floresta!

Quando o Tomás chegou à escola o autocarro já estava parado à espera de todos os alunos. Era um autocarro grande e amarelo.

Assim que o Tomás se aproximou o condutor ofereceu-se para lhe pôr a mala no porta-bagagens lateral. O condutor apresentou-se, era simpático. Chamava-se Fernando e tinha uma barba, digamos… engraçada! O seu olho da direita era castanho e o outro verde. Um fenómeno chamado Heterocromia e sobre o qual o Tomás já tinha lido umas coisas.

Quando o Tomás entrou no autocarro, foi cumprimentar os seus amigos que se sentavam sempre na parte de trás do autocarro e que, todos os alunos sabiam e concordavam estava sempre “reservada” aos alunos que chegavam primeiro ao autocarro.

Momentos depois de o Tomás se sentar, ele avistou o grupo de professores que os iam acompanhar nesta viagem. A professora Diana, que era professora de matemática, muito baixinha, mas sempre muito exigente com os seus alunos. E depois logo atrás vinha o Professor João, que era um dos professores mais populares da escola por não ser tão rigoroso com os seus alunos, todos o adoravam!

Quando os professores começaram a contar os alunos sentados, uma voz fininha fez-se ouvir à distância. O Tomás reconheceu imediatamente esta voz porque essa voz pertencia ao amor da vida dele, a sua paixão secreta, a Sara.

A Sara apanhava todos os dias o autocarro para a escola com as suas duas irmãs (cujos nomes não importam para a nossa história) e demoravam cerca de 15 minutos a chegar à escola. Felizmente a Sara tinha chegado mesmo a tempo de participar na viagem, e ela sabia disso! Portanto nem perdeu tempo em pôr as malas dela no porta-bagagens como o Tomás tinha feito, e seguiu diretamente para o seu lugar.

Por sorte, o autocarro estava cheio e a menina Sara não teve outra hipótese se não sentar-se no único lugar disponível... exatamente ao lado do menino Tomás que agradeceu a sua sorte (o que ele ainda não sabia é que ela também agradeceu a sua sorte!). A viagem ia ser longa, mas não demorou muito até que o gelo se quebrou e os dois meninos começaram a conversar das suas vidas: gostos, professores, amigos e problemas.

A viagem de autocarro estava prevista demorar dois dias e estava previsto pernoitar num hotel na primeira noite e passar os restantes dias até regressar num parque de campismo onde, durante o dia, os alunos visitarão a floresta e uma aldeia dessa linda região da Amazónia.

O Tomás estava a adorar a viagem, e não era por causa das paisagens deslumbrantes, mas porque finalmente estava a conseguir falar com a Sara. As horas foram passando… e os alunos a falarem e falarem. O Tomás não conseguia tirar os olhos da Sara e só a ela dava atenção.

De repente, ouviu-se um estrondo muito alto seguido dos guinchos estridentes das alunas assustadas, ao mesmo tempo que o autocarro começava a tremer. O Fernando, o condutor, percebeu logo que se tratava de um pneu furado e, enquanto encostava à berma, comunicou aos alunos e professores através do microfone o sucedido e que ia proceder à troca do pneu.

Assim que o autocarro parou, o professor João levantou-se e disse: “Ok meninos, já todos percebemos o que aconteceu. Podem sair do autocarro e passear um bocado, mas sem se afastar.” O professor João é interrompido pela professora Diana, que com um ar enojado diz: “Não, não, não! O que é que vem a ser isto? Todos sentados!” Após uma breve pausa a professora dirige um olhar fulminante ao professor João e dirige-se a ele num tom mais baixo, mas onde se podia identificar alguma raiva: “Que grande ideia a tua! Deixar os alunos todos a passear junto à estrada, não é?” e sentou-se furiosamente desviando o olhar.

Enquanto a professora Diana se sentava, o professor Domingos virou-se para os alunos e, sem esta perceber, fez uma careta grande e feia o que levou a que alguns não conseguissem conter uns risinhos!

E assim foi! Ficaram todos sentados, mas nunca sossegados à espera que o condutor trocasse o pneu. Trocar um pneu dum autocarro não é a mesma coisa que trocar um pneu dum carro!

Após umas duas horas de espera, os meninos começaram a reclamar que queriam comer e que estavam cheios de sede... não comiam nem bebiam há demasiado tempo!

“Yes!” gritou o condutor enquanto entrava no autocarro. “Finalmente o pneu novo está encaixado na jante, e tudo pronto para continuarmos a viagem.” Ouviram-se aplausos e exclamações de alegria por todo o autocarro.

O resto da viagem até ao hotel decorreu sem sobressaltos e todos estavam de bom humor e exultavam o grande feito do Fernando, o condutor, que tinha arranjado maneira de eles continuarem a viagem! E para o Tomás era como se o incidente do pneu nem tivesse acontecido, o importante era que ele tinha falado o tempo todo com a Sara. E apesar deste incidente com o pneu, ainda se via a luz no horizonte, quando os alunos chegaram ao hotel.

Os rapazes tinham sido separados em três quartos num andar separado dos quartos das raparigas. O Tomás tinha sido colocado num quarto com três outros rapazes do mesmo ano, eles já tinham falado uma vez ou outra vez, mas a turma era grande e nem todos se conheciam bem e se davam uns com os outros. Era uma oportunidade para conhecer novos amigos.

Já no quarto do hotel, pousaram as malas e começaram a arrumar as coisas nos espaços que lhes tinham sido atribuídos. Os professores apareceram para chamar os alunos. O jantar estava servido e eles deviam descer. Durante o jantar o Tomás conseguiu sentar-se ao lado da Sara mais uma vez. E a conversa continuou como se nunca tivessem sido interrompidos. O Tomás mesmo assim foi um dos primeiros a acabar de jantar, estava esfomeado e Lasanha era uma das suas refeições preferidas. Uma das melhores Lasanhas que alguma vez provara e a Sara ao seu lado, pareceu-lhe o melhor jantar de sempre! E o melhor estava para vir no final da refeição: uns pastéis de nata quentes e deliciosos!

Depois deste luxuoso jantar, foram todos para a sala de estar onde podiam escolher diferentes atividades. Um grupo jogava animadamente à “verdade-ou-consequência”, outro grupo jogava às escondidas por entre os sofás e mesas, e outro grupo assistia a um filme. A Sara já tinha visto aquele filme, portanto foi jogar às escondidas... mas o Tomás que já acusava o cansaço do dia, optou por ver o filme que ainda para mais lhe parecia divertido. Viram o filme “Mr. Bean”, uma boa comédia antes de ir dormir!

Dirigiram-se para os quartos, vestiram os pijamas e deitaram-se. O professor João passou e desligou a luz do corredor e anunciou alto que estava na hora de desligar todas as luzes dos quartos. O Tomás estava muito feliz e ansioso pelo dia seguinte. Ainda demorou algum tempo para adormecer porque se pôs a rever as conversas que tinha tido com a Sara. Mas assim que o sono profundo o apanhou, em poucos segundos estava a dormir.

De manhãzinha o professor João e a professora Diana apareceram no quarto para acordar os alunos. Eram seis da manhã! Demasiado cedo para o Tomás que normalmente acordava às oito da manhã. Vestiram-se todos, muito rápido, para terem um bom lugar ao pequeno-almoço. O Tomás tinha de se sentar ao lado da Sara... Desceu as escadas a correr até à sala do pequeno-almoço. Eram panquecas! “Parece que a comida é sempre boa aqui.” pensou o Tomás. Ouviu perto de si uma das suas colegas dizer que era alérgica a ovos e não podia comer as panquecas. “Que desgraça não poder comer panquecas!” pensou enquanto procurava a Sara por toda a sala. Sem a ver, optou por ir buscar as suas panquecas e sentou-se ao pé dos seus amigos de sempre!

No final do pequeno almoço todos os alunos ajudaram a levar as malas de volta para o autocarro. Sentados e entusiasmados estavam prontos para partir! E sem dar por isso estava de novo sentado ao pé da Sara... até parecia que tinha sido por vontade dela. Seria verdade que a Sara tenha feito tudo para se sentar ao pé dele?

Desta vez a viagem foi mais curta e sem imprevistos. Todos os pneus ajudaram e no final da manhã estavam no parque de campismo. Era uma região linda: rodeada de árvores lindas. O desafio que se seguiu foi montar as tendas! Os professores dividiram-se para ajudar os alunos e até o Fernando, o nosso herói condutor, participou e montou uma das tendas das raparigas. Tudo pronto soube bem sentar-se no chão e apreciarem as sandes que foram servidas ao grupo.

Os Professores explicaram aos alunos as regras do acampamento: como tinham de usar sempre repelente para não serem picados pelos insetos, que deviam usar protetor solar e que não podiam em situação alguma poluir aquele pedaço de terra maravilhoso. As regras para reciclagem foram apresentadas e os alunos acordaram em colaborar e manter aquela floresta linda como a haviam encontrado.

O grupo foi dividido por turmas para partirem na primeira saída de exploração. O Tomás juntou-se entusiasmado à sua turma. “Não ia estar com a Sara, mas havia de estar com ela no final do dia!” pensou ele.

Lá partiram e entraram naquela floresta densa e cheia de coisas lindas para ver. Andaram uns metros e o Tomás lembrou-se. “Bolas! Esqueci-me do meu creme solar!” pensou alto o Tomás.

O sol brilhava com muita força lá no alto e fazia muito calor. Os professores preveniram os alunos para aplicar generosamente protetor solar. Teve então de regressar sozinho ao parque de campismo para ir buscar o protetor solar. Eles ainda não tinham ido muito longe por isso foi fácil encontrar o parque e a sua tenda, mas quando quis regressar para o pé do grupo, já foi mais difícil... nem sinais da turma!

Andou às voltas durante alguns minutos, que lhe pareceram horas. Imaginava que a sua turma já se encontrava longe. Até que por fim avistou uma menina ao fundo que tão bem reconhecia. Era a Sara! O professor João, que tinha dado pela falta do Tomás e pedido à Sara para o encontrar e traze-lo de volta.

“Ó João! Estamos todos à tua espera! Vem, corre!” gritou a Sara acenando com a mão direita.

O Tomás apressou-se na direção da Sara e juntos seguiram caminho. Lá estava a sua turma, todos sentados e de cabeça voltada na sua direção, à espera. O Tomás sentiu vergonha e algum remorso por ter feito a sua turma inteira perder tanto tempo no seu primeiro dia de aventura.

Todos queriam partir quanto antes para tentar avistar: papagaios, tucanos e araras de lindas cores, Uakaris (um macaco de cara vermelha, muito cómico), quem sabe uma perigosa Anaconda, Crocodilos (os mais interessantes para o Tomás, depois dos Dragões que infelizmente agora que era crescido, o Tomás já sabia que não existiam!), golfinhos a brincar no rio, capivaras gordas a correr de um lado para o outro ou piranhas a nadar com muita pressa!

E juntos, partiram pela floresta dentro e foram encontrando várias espécies de animais todos eles mais coloridos que alguma vez tivessem visto. Eram tantas as paisagens verdes e de tantos contrastes que nunca se esqueceriam destes lugares exóticos e maravilhosos. Havia animais que nunca se imaginariam existir de tão diferentes que eram.

Durante a sua caminhada, a certa altura a Sara foi atraída por uma criatura estranha, mas, com um aspecto adorável e pequeno. O Tomás não conseguia deixar de olhar para a Sara, e reparou que ela estava a ir para um caminho diferente, seguia qualquer coisa, seguia uma criatura nunca antes vista.

Essa criatura tinha um corpo coberto de um pelo raso e parecia macio com uma cor rosada. Estava ali parada a olhar para eles, onde só mexia as orelhas e mantinha os seus olhos grandes cor de mel arregalados, achando-os certamente, os seres mais estranhos que alguma vez viu, tal e qual o que eles pensavam da criatura.

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